sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

FAKE


Negro sombrio lado oculto
Do outro eu, ou dum mesmo eu
Alegre, crente, às vezes culto
Personagem dum livro que leu.

Invisível aos seus pares, vulto
De tantos úteros férteis nasceu
Marco, Cristine, um mito, Perseu
Ora ela, ele, criança ou adulto.

Esconderijo de uma mente sã
Ocultação do filme queimado
Covardia tem é ser comparado

Ou recair monótono, na rotina vã
Tornando-se um vivo velado
Quando morto pode ser amado.

Imagem: http://www.kakoi.com.br/wp-content/uploads/2013/10/fake.jpg

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