segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

NATAL


O
Natal
belo assim
é-me a Lei moral
diariamente em mim.

Jesus todos os dias na alma
sempre renascendo e ressurgindo
com a prece reconfortante que acalma
no brilho da estrela, em cada novo dia lindo.

Natal me é fonte de energia constante, de vibrações
intensas, da reforma íntima voltada sempre para o bem
orações
ao além
paz e amor
do Senhor
amém!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

QUANDO O PERDÃO SE PERDEU NO VENTO


Eu nunca mais busquei seu rosto no ar
Crente ter sido levado com o vento
Ou por ter sido rude, pois rude fui
No turbilhão de palavras que voaram.

E não busquei um pensamento calmo
Quando tudo eram trevas e medo
E eu pensava ter sido deformado
Pelo interminável temporal de insetos.

Talvez pensasse que você viesse no vento
(erguidas e rijas as velas da sua coragem)
E pétalas de flores docemente plainassem

E o bálsamo do perdão se fizesse no ar.
Eu não imaginei, eu tive medo, errei
Por não ter gritado aos ventos: - desculpe!

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A FORÇA ESTÁ EM VOCÊ


Não há facilidade em se vencer
Cada dia um leão, um abutre
Que ronda toda energia do Ser
Tornando-o áspero, rude, futre...

Negritude em nuvens rondam
Circundam, enlaçam, envolvem...
Vigores se esvaem e escoam
Dissipam-se. E o mal lhe vem!

Desde a noite até o amanhecer
Anjos lutam, esforçam e provêm
Forças vitais para não adoecer

Põe-lhe firme no caminho do bem.
As trevas mentais vão e vêm
Cabendo-lhe ganhar; ou perder.

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

EVANGELHO NO LAR


Raios de luz e alegria dissipados
Da corrente de fé, paz e de amor
União desses corpos aninhados
Acolhidos em prece ao Senhor.

Energia irradiada por toda a casa
Pelos cômodos, pelo ar, pela gente
Da beneficência que voa sem asa
Uníssonos no amor que se sente.

Havendo afeto e a força da união
Em comum interesse de melhora
Da íntima reforma que revigora

Cachoeiras de luz lhes banharão
Irradiando deste feliz lar a fora
Invadindo cada mente e coração.

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

AOS SUICIDAS, MÓRBIDOS E AFINS


Puxe fundo o ar aos pulmões
Nadando rumo ao afogamento
Mergulhando de altos aviões
Esfacelando-se no pavimento.

Respire o ar das áreas densas
Com a brânquia que não há
Breu de energias muito tensas
Abaixo da última entupida pá.

Garganta apertada, dado o nó
Faltar-lhe-á forças para o gole
Desejará o macio, o fofo e mole

Trago de alegria - e não o pó!
Verá como a terra lhe engole
E o verme bruto não tem dó!


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imagem: http://www.cabuloso.xpg.com.br/portal/images/galleries/19909/80903.jpg

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

POEMA: DO PÓ AO PÓ

Escrevi poemas para quase tudo
(bucolismo intrínseco e acirrado)
Versei as matas, aves, fui agudo
Tratei dos céus e do meu passado.

Formei versos de rima metrificada
Para nuvens, lua e um namorado
Quieto, amuado, à lágrima atuada
Caída levemente em meu versado.

Escrevi para isso e o outro aquele
Às revoadas de seres lindos e alados
Saídos do papel, ou grafados na pele

Doei a dor ao papel (nos dois lados)
E sorri magnanimamente para ele.
Hoje somos ácaros em resmas, fardos...


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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

DA EVOLUÇÃO DOS MUNDOS



Vão-se os anos dos sorrisos fáceis
Em rostos tão afáveis e dóceis
Que por nada estavam prontos
A mostrar os dentes e outros fósseis.

O sorriso será apenas daquele
Que a verdade nos lábios trouxer
E que tenha o canto de mil pássaros
E só a beleza da pureza nele couber.

Montado em magnífico alazão
Virá Deus, à frente de tantos anjos,
Decretando (ao som das cornetas)
Sobre risos, alegrias, e o som dos banjos:

- “Música e felicidade só ao merecedor
E nesta Terra não será mais permitido
Haver sorriso sem sincero sentimento
Nem dentes a quem não tiver evoluído”.


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imagem: http://www.comoves.unam.mx/articulos/80_mundos/mundos2.jpg

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O AMOR ACALMA (A ALMA)


Bucólico meu dia, minha paisagem
Meu momento longe de mim mesmo
No íntimo, bem dentro da roupagem
Trancado em mim, vivendo a esmo.

Calmaria que acomete de passagem
Torna a introspecção minha morada
De mim para mim mesmo a viagem
De um segundo, do pulso à fachada.

Ruborizada seria agora minha feição?
Teria cor meu reflexo, minha imagem?
- Na fronte a suavidade dessa afeição

(Entre o estado da alma e a coragem
de ser feliz e encontrar a perfeição)
Quando o amor é minha blindagem.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

SAUDOSISTA EXPRESSÃO (ENSAIO)


Expresso minhas palavras por palavras que não me vêm. Quiçá viessem sinais de compreensão, ou, quem sabe, um aceno com a cabeça?
Expresso minha máxima solidariedade aos carteiros, que não mais são esperados com a ansiedade das crianças em dia de natal. Um botão de curtir ou a tecla de enviar é quem frustra, gera a aflição, pela falta (ou não) de comunicação. E sofremos por meio de ondas eletromagnéticas.
Expresso meus pêsames aos saudosistas e àqueles como eu, que faz já mais de dez anos que aguarda por uma carta (selada, registrada e em mão própria) que contenha meu indulto, meu perdão; o documento firmado de próprio punho, com pingo de lágrima e assinado pelo coração. 



Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1BtcHirtmu2RAQsdK6WWVZECzQXqY8a2alNpRYnhM1EoCvljiBUF7D9Hf5A8Exz-qGFop0R8yhkkDjxCRtTCC2W2AZ973MvxJUeazLzI_8tJuCzn9ycoPdUm8h3MNP120pTpgpZqkxTg/s1600/044_correio03.jpg

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CARMA NOSSO DE CADA DIA


Trago pesado em mim esse fardo
Que queima no fogo do passado
No inferno próprio que me ardo
Por toda dor que tenha causado.

O receio e o rancor que guardo
Aquecem a negrura desta alma
Que o perdão queda no aguardo
Na espera do amor que acalma.

Pesa-me o ponteiro dessa hora
– tempo implacável e dolorido –
Do futuro e do extenso agora

Não apaga a mancha do meu ido
Quando cada segundo demora
Jazo um século a mais ferido.

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Imagem: http://www.poesias.omelhordaweb.com.br/img_poesias/46455_gr.jpg