segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

CANÇÃO DA REVOLUÇÃO DIGITAL



Continência a ignóbeis publicações
Marcham soldados de poltrona e teclado
Rumo às honrarias e glórias do reconhecimento social
Somos a honestidade viva e pulsante
O próprio Cristo desapercebido e desacreditado
Sentido, força e moral.

Somos filhos da rede, o herói social
Operadores de teclado, futuro nacional.

Marcham soldados de poltrona e teclado
Para a glória da política e da liberdade plena  - de crença e injúria
Somos a desigualdade social
Somos a escola, hospital, médicos de todos os males
O salvador crucificado pelo irmão, pelo pai e pelo espírito do umbral.

Somos filhos da rede, o herói social
Operadores de teclado, futuro nacional.

Honrarias aos jornalistas e marqueteiros
Àqueles que temos fé, condutores de almas e capital
Somos o compartilhamento incessantemente justo
Pelo monitor em séfia o amor incondicional
Somos o sangue, o pão e o vinho, a direção sem álcool
A pena de morte, o aborto e a lâmpada na cara do gay
Represália a todo o mal.

Somos filhos da rede, o herói social
Operadores de teclado, futuro nacional.


... 
Escrito em 09/12/2012

A COR DE UMA FLOR



Acumula a energia para se abrir
Bela, estranha, flor do deserto.
E há de ser no momento certo!
Na madrugada, antes do porvir.

Nem vento, nem as pedras do céu
Sequer as tempestades de areia
Sugam-lhe a seiva da veia
Nada lhe acomete em mausoléu.

Cores? Elas sempre vêm colorir
Vêm aos olhos, além das dores
Mostrar encanto dos seus amores
Pois cor é sua luz a refletir.


. . .
Escrito em 09/02/2012

MENINO FLOR (para PEDRO DRUMOND)

O cheiro, o jeito, a flor
Encanto em pétala e luz
Cosmos em si reproduz
Beleza e força interior.

Um anjo despencado
Caído em tenro jardim
Solo fértil e um fim:
Broto da paz semeado.

Caule, folha e flora
Seduzindo abelha
Em sua boca de amora

Cítrica, sucosa, vermelha
É poema polinizador, Ora
Com riso da fruta à orelha.


Publicado anteriormente em: http://pedrodrumondpoesias.blogspot.com.br/2012/04/por-edvaldo-pereira-campos-nettos.html

AGORA

Sou a Galáxia escondida na íris dos meus olhos, o pensamento que anda vagando, a saudade dos ausentes, dos que não foram, não vão. Sou o mar que cobre as praias rasas, que arrasta lembranças engarrafadas e descarrega sentimentos na praia.
Sou o tempo! Não tenho horas para ir, nem para voltar.
Cada pulsar dos meus braços marca um segundo que não me tem, cambaleante ponteiro em forma de punhal. O esquecimento cavalga no mesmo sentido, mas não me toca, quando quer ser já fui novamente; e continuo sendo...
Depois? Não há! O futuro e o passado se fundem em mim. Minha presença está no movimento dos buracos negros, na dilatação do Universo, na qual o tempo é nada. E de nadas a vida segue, infinitamente.



Imagem: http://rlv.zcache.com.br/arco_iris_da_galaxia_relogio-r49f20972a442434cb4226e32595eaa24_fup1s_8byvr_324.jpg

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

DAS LÁGRIMAS À INSPIRAÇÃO

Preciso beber mais dessa lágrima
Sentir seu coração descompassado
Apertando o estômago sem lástima
No cálice de lamúrias do passado.

O murchar desta rosa ao seu lado
Em que os espinhos lhe encravam
Dão o gosto do sangue derramado
Prantos daqueles que se amavam.

Não me ame, que eu não mereço
Nem imagine um poema grafado
Em muros, folhas, ou luas, amada

Pois só dor e pranto lhe ofereço
– e isso, sim, me coloca inspirado –
Para ser minha musa, meu nada.



Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhL31ESuZvIWUWmpCyNtF-iTyPlzUgFc6Hrxmu_Kt-yz6aFAsmmACXctT0rqSjyzh6MU-5tN5C1wAbZP2fEUTKix8GckhxQ8Oxmr4F7-4_eStssIO92jJ_LJdSiChj3VGlVDHKft0fLB3rE/s1600/lagrima1.jpg

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

FAKE


Negro sombrio lado oculto
Do outro eu, ou dum mesmo eu
Alegre, crente, às vezes culto
Personagem dum livro que leu.

Invisível aos seus pares, vulto
De tantos úteros férteis nasceu
Marco, Cristine, um mito, Perseu
Ora ela, ele, criança ou adulto.

Esconderijo de uma mente sã
Ocultação do filme queimado
Covardia tem é ser comparado

Ou recair monótono, na rotina vã
Tornando-se um vivo velado
Quando morto pode ser amado.

Imagem: http://www.kakoi.com.br/wp-content/uploads/2013/10/fake.jpg

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

AMANTE AD HOC

Foto: cena do filme Despedida em Las Vegas (1995), com Nicolas Cage e Elisabeth Shue.


Adota para si as recusas alheias
Toma com amor ocultados prantos.
Leito fogoso de emaranhadas teias
Reduto vivo de prazerosos encantos.

Amiúde, geme, põe corpos incendiados
Não só homens, mas cansados santos
Sem pecados, remorsos vigiados
Cobre todos de amor em seus mantos.

Maltratam-na, rotulando-a: - sua puta!
Sem saber quantos e quantos casamentos
Salvou com seu amor essa moça astuta

Quanta insatisfação supriu sua conduta
Quando seu colo agasalha mil lamentos
E só – após – chora a moça substituta...






segunda-feira, 10 de novembro de 2014

ALMA POETA

Faltam litros de sorvete
- doce, frio, cremoso –
No preenchimento deste abismo
Do centro mundo
Das mil intermináveis galáxias
Do buraco negro
Que habita este confuso Id.

Lambuzo-me em deleite
Em esperma,
Em líquido de bartholin
Nas mais vis secreções
Nos mais funestos prazeres...

Nem o doce, nem salgado, gozo ou gol...

- Buraco latente da alma de poeta...




Imagem: http://files.familia-positiva.com/200000494-1090d118aa/ALMA%20VAZIA.jpg

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

SEMPRE BOM DIA




Instante de glória, o desabrochar
A luz penetrando, pura e calma
Janela d´alma!
Fonte de vida, para o meu despertar
Lunares raios nos mares em brilho
Nascer dum filho!

Mágicas revoadas em todo o ar
Ser radial estrela, d´algum sistema
Viver no poema!
Vistas abertas pra imagem entrar
O dia que alegre vem e convida
Poesia da vida!

Página em branco a me convidar
Júbilo e beleza, você é quem faz
Um livro de paz!
Nascer novamente, ou só acordar
É dádiva, ocasião e alegria
Por isso: bom dia!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

SONHANDO PARAÍSOS



Formosura incessante e constante
A exatidão das formas dos orquidários
Dança de galáxias, luar brilhante
A pulsante vida dos herbanários.

Insetos e suas asas entorpecidas
Borboletas colorindo cenários
De felizes artesãs desconhecidas
Que pintam ao som dos canários.

Fulgor de estrela, cor cintilante
Dos verdes frios às cores aquecidas
Odores que narcotizam boticários

Tudo gira em torno desse instante
Das belezas até ali esquecidas
Somente dos quadros e dicionários.


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