segunda-feira, 26 de março de 2012

UNIVERSAL SENTIDO


Não há aspiração tão profunda
Em todo o Universo de Deus
Frequência forte e profunda
Não há! – nem os versos seus!

Nada que em torno circunda
Nem balé sonoro, lento e belo
Sequer o trigal que abunda
Menos ainda sua voz de celo.

Os ventos em você campeiam
Suas safras de céu estrelado
Sonatas em mim semeiam

Sentimento circulante, alado
Sobre tudo giram, rodeiam
Amor, amores, por todo lado.



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quarta-feira, 7 de março de 2012

SÓ AMO




Amo na ausência do amor
Por lhe amar apenas
Nas lacunas das suas linhas
Entrelinhas das suas palavras
Suas vontades implícitas, tácitas
Amo
Amo na ausência sua
Quando viaja a sua alma
Aos mundos os quais não acesso
Não tenho morada
Na matéria escura
Ou quando se flutua em luas
Amo
Amo na ausência de respostas
A incompreensão
As dúvidas, incertezas
O seu olhar de não saber
O tremor de quando digo:
Amo.
Só amo.



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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

SILÊNCIO NO LAR



Era silenciosa a morada
Pessoas formavam um deserto de almas
Ou compunham uma família de moucos
Não se ouvia um pio
Não havia pássaros, nem gatos
Apenas a congelante sensação de vácuo
O vazio intercalado com a espessura negra do ar

Jazia latente a pior saudade já havida
A do choro calado, engolido
No silencioso velório do amor ainda vivo.


...

DENSA NOITE DE VERÃO


Noite,
Cai toda sobre mim
Despenca o enegrecer na alma.

Antes caíssem estrelas,
Mas não,
Antes fosse chuva fria
Em noite quente,
Mas não!

Desaba um céu assim,
Sem luz,
Sem astro,
Sem nada.

Inunda-me os olhos
Que não enxergam mais nada
Só noite.


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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

SONETO PARA UM RENASCIMENTO



Todo o mundo coberto de tréguas
Por metamorfoses ainda velozes
Que percorrem em segundos mil léguas
Perdoando os atos outrora atrozes.

Cá dentro deste peito tão vazio
Há apenas uma sepultura pálida
(imóvel, débil, já morta de frio)
Do que sequer chegou a ser crisálida.

Voa solto um perdão incondicional
Com as asas pintadas de tantas cores
Migrando desta para aquelas flores

Ruflando longe de si todo o mal
Sugando o néctar de uns mil amores
Enquanto cá sobrevôo minhas dores.


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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

REDONDILHA MAIOR DO RENASCIMENTO DE UMA ESTRELA


O fogo irradiou
Forte – ao norte e ao sul
Vermelha, grande queimou
Bela - virou anã azul

Luas, ufos e alguns planetas
Tornaram bola de fogo
Com outras tantas facetas
Para jogar outro jogo

Pequena, mas com coragem
Expeliu toda a sobra
Travestiu-se de roupagem
Assinando nova obra.



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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

REDONDILHA MAIOR DO DIA-A-DIA



Poemas e seus metros tétricos
De um infeliz eu poético
Rotineiramente patético
Seguem seus ritmos métricos...


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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

QUADRA DA RELATIVIDADE



Um leque de oportunidades
Divide (bifurca) suas opções
Numa vida de novas verdades
Mas não mata o calor dos verões.



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QUADRA DAQUELE QUE VIVEU POR MEDO




Por medo de estrada
(assustava com sombra,
alma que lhe assombra)
Permaneceu plantada.



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HAICAI DO CEGO AMOR


Só importava
Ser, não o meu físico
Ela me amava



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